2011…

26 12 2011

E 2011 está chegando ao fim…..

E que ano foi este, hein? Olha, eu não tenho do que reclamar não. Não mesmo!

Semana passada estava organizando umas fotos porque pretendia fazer uma árvore de natal estilizada (um varal de fotos na árvore). Pois fiz a árvore de feltro, selecionei as fotos, editei, revelei, mas no dia 24 mesmo a correria foi tão grande que não deu tempo de colar  árvore na parede. Tem problema não já guardei ela e as fotos e ano que vem com certeza a ideia será posta em prática…

Sim, mas eu estava, na realidade mesmo, era querendo falar do que estas fotos me proporcionaram….

Revendo as fotos me dei conta do quão bom foram 2010 e 2011 para mim e para minha família. As vezes estamos tão cansados, o mundo gira tão rápido, que esquecemos de parar, respirar e olhar para trás para refletir. Temos a estranha e insana mania de sempre achar que podia ser melhor….e com isto vivemos frustados.

Mas ó….vou lutar para não fazer mais isto não, viu? E já decidi, a cada vez que começar a cair nesta armadilha vou eu rever as fotos de novo. É certeza de um bom tratamento (rs), o melhor levanta astral que já vi.

Em 2011, uma das coisas mais fantásticas que aconteceu foi a viagem MARAVILHOSA que fizemos em família para Ushuaia. Foram 15 dias entre Ushuaia, Buenos Aires e uma rápida visita à Colônia de Sacramento no Uruguai. Esta viagem foi tão legal, tão especial, um sonho concretizado, que resolvi pedir ao meu irmão, Luiz Mauricio (editor de video de primeira linha! Valeu, irmão!), para preparar um video sobre a nossa viagem…

E é com este video que me despeço, aqui no blog, de 2011….

Se 2012 for como 2011 já vai estar bom, viu?! Posso querer mais não….

E para garantir um 2012 muito bom, tão bom quanto 2011, nada melhor do que um Reveillon em Paris….Au revoir 2011!!!!





E tem mais uma viagem pintando….

28 11 2011

Oba…tem mais uma viagem pintando por aí….Ainda não voltaremos à Ushuaia. Mas é claro que voltaremos! E se tudo der certo a nova visita ao Fim do Mundo não demorará e será no estilo que sempre sonhamos….de carro, do Rio de Janeiro à Ushuaia.

Por hora, contudo, estamos planejando a nossa nova viagem. Depois do fim do mundo, rumaremos em direção ao velho mundo….Paris, Paris, Paris…Delicia, não!!!

Pois é, depois de muitos anos vivendo para o sonho de montar o nosso ninho, apê comprado e montado (pois é…não adianta classe média é fogo e quer mesmo é casa própria -rs), agora tomamos gosto pelas viagens. O mundo que nos aguarde!

 





Voltando à ativa…

23 11 2011

Dia destes, depois de muito tempo sem escrever nada no blog e sem visitar o wordpress para ver como andavam as coisas por aqui, recebo a notificação de que havia recebido um novo comentário no blog. Nossa, pensei na mesma hora, a web é realmente incrível, mesmo escondidinho aqui, no cantinho da tijuca e sem atualizações há meses, não é que mesmo assim acharam o meu singelo blog e até comentaram…..Engraçado o sentimento. Devo confessar que a satisfação foi IMENSA…afinal, escrevemos para registrar nossos momentos, para nos distrair um pouco, para “fugir” da frieza do mundo corporativo, mas é claro que escrevemos principalmente para que nossos textos sejam lidos, não é mesmo?

Não bastasse todo este sentimento, quando entro no blog para ler o comentário eis que vejo que o comentário foi feito pela Maira da Hora. Maira foi aquela boa alma que conhecemos em Cerro Castor. A esta altura de meses de inatividade, é claro que ninguém lembra, ninguem sabe do que estou falando, né?…Mas é só ler a história aqui ó….Cerro Castor. E vocês devem estar se perguntando…e daí?

Dai que Maira foi super legal conosco e, apesar de termos falado rapidamente, os poucos momentos de conversa foram muito legais. E poderia até não ter tido conversa alguma, mas só e simplesmente o gesto de solidariedade dela de ajudar o Mauro e começar a me procurar em Cerro Castor já teria me cativado por toda a vida. Num mundo super individualista  quando vivenciamos gestos de desprendimento e solidariedade temos mesmos é que valorizar.

E não é que a Maira sem querer de novo está nos (me) ajudando…Pois é…A correria da vida e o tempo implacável, uma vez mais me sugaram, me tiraram o prazer de escrever. O prazer que retomei em virtude da viagem à Ushuaia e Buenos Aires…A primeira grande viagem em família. E que viagem! E aí depois de tempos de inatividade, leio o comentário da Maira, que com seu elogio reavivou em mim o desejo de escrever.

Uma vez mais…Obrigada Maira…E esperem pelos próximos posts!

 





Tchau Ushuaia….

3 08 2011

23/07 – Chegou o dia de nos despedirmos de Ushuaia… :(

Após a noite fria do dia anterior, que enfrentamos heroicamente durante o passeio Nieve y Fuego, o sábado demorou ainda mais para amanhecer. Já do quarto com calefação e janelas fechadas pudemos sentir que o tempo havia mudado.

No café da manhã pudemos ver que finalmente o tão sonhado dia de nevasca havia chegado. A alegria das crianças foi imensa ao verem neve de verdade e em grande quantidade caindo….

Eu, no meu canto, observando-os. Muito feliz por vê-los eufóricos, feliz por termos sido presenteados por 6 dias de sol e tempo agradável e por eles estarem encerrando a visita à Ushuaia vendo a neve cair. Ao mesmo tempo confesso que estava muito apreensiva, sem saber se o discurso dos “locais” seria de fato verdade: – em Ushuaia temos mudanças bruscas de tempo em um único dia, diziam eles. O tempo estava muito fechado e nevava muito, muito mesmo. Será que conseguiríamos embarcar para Buenos Aires?

Depois da neve - o tempo abrindo

Quase não embarcamos, mas não foi pelo tempo, que algum tempo depois abriu e ficou lindo, ensolarado e muito frio. Não sabíamos que tínhamos que pagar a taxa de embarque de Ushuaia na volta. Ao fazermos o check-in fomos informados disto e….passados os minutos de tensão, catando os pesos na bolsa, após termos comprado muitas balas para as crianças e descobrimos que todos os pesos que tínhamos eram…ufa…a conta para pagar a taxa.

Partimos de Ushuaia felizes…Agora era a vez das crianças conhecerem Buenos Aires e seu encanto portenho…

Chegamos à noite em Buenos Aires e estávamos ansiosos para saber se o apê que alugamos na Recoleta seria bom ou não. Ou melhor estávamos ansiosos para saber se teríamos apartamento, afinal fizemos tudo pela internet e o risco sempre existe. Mas confiança e pensamente positivo sempre ajudam e mais uma vez deu tudo certo.

Chegamos no apê e para nossa grata surpresa era super legal, enorme e confortável…

No dia seguinte, domingo, uma programação intensa nos aguardava.





Para nunca mais esquecermos Ushuaia – Nieve y Fuego em Tierra Mayor

31 07 2011

Sabíamos que o dia 22/07 seria o nosso último dia útil em Ushuaia e começamos curtindo um pouco a cidade mesmo.  Saimos e nos aventuramos bastante. Agora era hora de curtir um pouco o hotel e começar a arrumar as malas para a volta à Buenos Aires.

No almoço resolvemos conhecer a La Cabaña, uma casa de chá que faz parte do complexo Cumbres Del Martial, um hotel super charmoso no ponto mais alto que se pode chegar de carro no Glacial Martial. Fomos no La Cabaña por indicação da Maira Hora, do Diário de Bordo da Folha de São Paulo. Lembram, a Maira foi a Santa Alma que ajudou o Mauro a me encontrar num mar de turistas em Cerro Castor.

Pegamos um taxi no hotel (ou melhor 2 taxis, já que estávamos em 6) e em 15 minutos estávamos no Glacial Martial. Todo o caminho foi muito tranquilo, não havia muita neve na rua, e a vista, a cada curva, era de cair o queixo. E quando chegamos ao topo a surpresa…estava nevando, pouquinho mais estava…Se tudo fosse ruim…só aquela pouca neve já teria valido a visita, tamanha a alegria das crianças.

A La Cabaña é bem pequena e charmosa. As opções de almoço não são grandes, mas já sabíamos disto e quisemos arriscar mesmo assim. Afinal, não conhecer um mínimo do Glacial Martial seria imperdoável! Além do chá e do almoço eles ainda vendiam muitas coisas legais, de chás e comidas a artigos de cozinha. Saimos de lá, como era de se esperar, satisfeitos com o almoço e com uma sacola cheinha de pastas, chas, xícaras, etc…

Para a noite reservamos a aventura Nieve y Fuego como nossa despedida. E que despedida!!!!

O transfer passou às 18:15 para nos buscar no hotel. Estávamos prontos desde 17:30 tamanha a ansiedade para este passeio. O nosso último passeio! Passamos em mais alguns hotéis para pegar as outras pessoas que fariam o passeio conosco. E lá fomos nós em nossos mais 21km de estrada rumo a Tierra Mayor. Chegamos às 19h. No grupo um total de 35 pessoas. Recebemos as instruções de como nos deslocaríamos até o nosso destino. Podíamos ir de raquetas (uma aventura blanca noturna!) ou de Oruga (uma Land Rover com as rodas adaptadas para a Neve) ou de trenó puxado por Huskies. Nós seis fomos de trenó e voltamos de Oruga, exatamente como queríamos!

Fazia um frio absurdo quando chegamos e o frio foi aumentando ainda mais à medida que nos distanciávamos da casa em direção ao local da nossa aventura. Fomos Mauro, eu e João em um trenó e Pedro, Luca e meu pai em outro.

No caminho quanto mais nos afastávamos da casa mais linda a viagem ficava. Um céu totalmente limpo e com um tanto de estrelas que jamais vimos. Lindo demais!

Próximo ao destino final um dos trenós parou (acho que os cachorros não estavam bem). Neste momento fiquei tensa, ao meu lado vários huskies de outro trenós que parou ao nosso lado. Os “bichos” são lindos, mas continuo tendo muito medo de cachorro. Exerci o máximo de meu auto controle. Não teve jeito, os trenós não andariam mais e tivemos que andar uns 200 metros no breu total e na neve. A aventura da aventura!

Chegamos ao destino! Ufa!

O local uma espécie de cabana. Parecia a casa da música de Vinicius…Não tinha teto, não tinha nada…..Mas para que ter alguma coisa se já tínhamos o bosque e o céu deslumbrante.

Sentamos todos em volta da fogueira. Bem perto da fogueira estava sendo assado uns brochetes, que estavam gostosos, mas confesso não saber do que eram. Assim que chegamos para nos esquentar foi-nos servido um copo de vinho quente. Eu não gostei do quentão. Definitivamente para mim vinho só frio.

João começou a sentir muito frio de novo e eu o peguei no colo para esquentá-lo um pouco mais. A partir daí não consegui comer mais nada, mas todos disseram que a sopa de lentilha estava uma delicia.

Todos ambientados e sem fome, começa o “show”. Na liderança um dos instrutores tocando violão e puxando diversas músicas latino-americanas. Um momento que nos fez lembrar daquelas festinhas da adolescencia que sempre tinha um amigo com um violão para alegrar ou acabar com a nossa noite. Felizmente, na noite do nieve y fuego deu tudo certo! O repertório não era assim o nosso preferido, estava mais para o brega-chique total! (risos)…com direito a Fagner (quem dera ser um peixe…em portugues e espanhol) e Wando. Mas o conjunto da obra foi muito bom, com Tristeza de Vinicius puxando o coro. Nos divertimos muito.

Duas horas depois é chegada a hora de voltarmos ao hotel. Voltamos de Oruga para alegria e curtição de todos. Carro com calefação naquele momento parecia um oásis! Apesar das rodas diferentes, o carro andava super bem, nada parecia incomum, fora a paisagem atípica para quem nasceu e vive em uma cidade cuja temperatura média no inverno não passa de 18o. C.

No meio do caminho vimos a neve brilhando muito, parecendo pequenos brilhantes, o que só acontece quando a temperatura está abaixo de zero. Naquele dia supomos que estava pelo menos -5o C. Antes de chegarmos à sede de Tierra Mayor uma última parada para vermos as estrelas. O céu continuava lindo. Eu pude ver isto de dentro do carro com o João, enquanto todos estavam lá fora. Enquanto apreciavam o céu estrelado uma estrela cadente para nos presentear em nosso último dia em Ushuaia. Um momento mágico para encerrar uma viagem que jamais esqueceremos!





Museo Del Presidio e Navegação no Canal de Beagle

30 07 2011

No dia 21/07 já estávamos exaustos de 4 dias de pura agitação e aventura. A rotina estava bem pesada para quem não está acostumado com muitos agitos e exercícios e ainda mais tendo que cuidar de 3 crianças. Parece que éramos 3 adultos para umas 100 crianças (risos). E olha, eles não deram trabalho algum fora do normal, mas parece que nas condições em que estávamos, em um ambiente completamente diferente do nosso, tudo parecia se multiplicar exponencialmente, inclusive para eles, que, apesar de toda a energia inerente à infância, também estavam vivendo cada qual em seu limite.

Já antevendo que não aguentaríamos 6 dias seguidos de atividades exaustivas, decidimos na quinta-feira apenas visitar o Museo Marítimo & Museo del Presidio e fazer a navegação do Canal de Beagle. Acordamos mais tarde neste dia e chegamos ao Museu por volta das 11 h. O Museu é bem interessante e vale a visita. No início pensei das crianças não curtirem muito, mas a forma como o museu conta a história do presídio é muito bem feita e atrai a atenção até mesmo de crianças. Uma das partes mais impressionantes do museu é uma ala inteira que eles deixaram tal qual era na época em que o presídio funcionava, escura, sem calefação. Um horror, um total desrespeito aos presos. Confesso que nem consegui fazer uma foto deste setor, tamanho o sentimento ruim que senti ao entrar ali.

Saimos de lá e fomos andando pelo Centro para olharmos o comércio durante o dia e depois almoçarmos antes de embarcarmos para a navegação no Canal de Beagle. Decidimos então almoçar no Tante Sara na Av. San Martin. Boa comida e local bastante agradável.

De lá saimos caminhando até o Porto de Ushuaia para pegarmos o catamarã e iniciarmos a navegação pelo Canal de Beagle. Fizemos a navegação com a empresa Catamaranes Canoeiro. Bom barco, serviço de bordo razoável e uma guia muito legal.

No início da negação lá estava João dormindo novamente e eu fiquei dentro do barco com ele. Enquanto isto as crianças, meu pai e Mauro sairam todos para apreciar a bela vista, com o vento gelado no rosto. A primeira parada, alguns minutos para vermos e tirarmos fotos do Faro Les Eclaireur. Este farol é mais conhecido como o Farol do Fim do Mundo, mas na realidade ele não é o Farol do Fim do Mundo. O Farol do Fim do Mundo de fato fica na Isla de Los Estados.

Depois do Farol partimos para ver a Isla de Los Passaros e a ilha onde ficam os leões marinhos. Na Isla de Los Passaros avistamos vários cormorones, um pássaro típico da região. As crianças quando avistaram os pássaros pensaram logo que eram pinguins. Os leões marinhos impressionam pela quantidade, tamanho, mas principalmente pelo fedor que exalam! Não consegui ficar muito tempo fora do barco para fazer fotos sem sentir naúseas…voltei então correndo para o interior do barco, com a desculpa que acordaria o João para ele ver os leões marinhos.

De lá partimos para a Ilsa Bridges para explorarmos a ilha a pé. Um passeio que teria sido bem interessante, não fosse o frio absurdo e a chuva que caia. Pedro e Luca exploraram mais com Mauro e Vovô Luiz. Eu fui só a uma parte da Ilha com o João e voltei para o barco rápido, porque o pequeno, mais uma vez, estava sofrendo com o frio.

Passeio bem legal, mas confesso que um passeio mais longo pelo Canal de Beagle deve ser mais interessante pela quantidade de coisas que podemos avistar durante a navegação, mas esta época do ano este é o passeio vendido, já que a navegação até a Estancia Harberton não está disponível (a Estância só fica aberta ao público de outubro a abril) e o passeio à Pinguineira também não é vendido, já que esta época do ano os pinguins não estão por lá.

No final do passeio fomos para mais um tour pelo Centro para agora sim fazermos comprinhas básicas.





Cerro Castor – O primeiro dia de ski a gente nunca esquece…

26 07 2011

Dia 20/07 decidimos conhecer Cerro Castor. Estávamos em dúvida se iríamos ao Cerro Castor ou ao Glacial Martial, outro centro de ski, só que este fica em Ushuaia mesmo. E decidimos conhecer o Cerro Castor porque não poderíamos estar tão próximos de um dos mais novos, modernos e badalados centros de ski da Argentina, e não conhecê-lo. Sim, nós, exímios esquiadores que somos, escolhemos Cerro Castor porque seria a melhor estação para se esquiar….(hã, hã)…

E lá se foram mais 27 km de Ushuaia ao Cerro Castor, em direção ao norte de novo…Estranho né, mas quanto mais ao norte da ilha mais neve e frio. Juro que minha lógica era outra até conhecer a Tierra Del Fuego.

Saimos do hotel às 8:50. O transfer chegou com 20 minutos de atraso devido a um problema no freio da van…Fomos então em dois remis até Cerro Castor. Melhor assim!

Chegamos lá por volta de 9:30 e vi o caos. Filas enormes, lotada de brasileiros e esquiadores novatos. E nós, os mais novatos entre os novatos (ao menos esta era a minha impressão), no meio da multidão. Ficamos uns bons minutos numa fila que seria a fila para alugarmos toda a indumentária de ski e…..como sói poderia acontecer com nosotros…na nossa hora o equipamento acabou. E eu que achei que estaria madrugando no local.

Bem, passada a decepção, descobrimos que alguns metros do galpão onde estávamos tinha um outro lugar que também alugava os mesmos equipamentos e que estava mais tranquilo, mas nem tanto também. E lá fomos nós para mais uma fila. Chegada a nossa vez, começamos a colocar as botas de ski. Botas calçadas e comecei a desconfiar que não teria a mínima vocação para este negócio de esquiar. Tudo ali, naquele momento, me incomodava. Da longa espera à bota que apertava horrores e não me permitia qualquer movimento mais ousado (como uma simples volta) sem o mínimo risco de cair igual uma jaca podre no chão e pagar o maior mico da minha vida.

Acabou…não, óbvio que não…

Mais uma fila, agora para pegarmos os skis de fato (sei lá se o nome é este mesmo)….Passada 1 hora desde o momento que chegamos, estou na fila do ski “tranquila e feliz” até que uma pessoa me aborda… – Você é Luciana Pires? – Sim, sou eu. – Seu marido está no outro galpão igual um louco te procurando…Pois é, na correria e na loucura eu havia esquecido o Mauro e João, sozinhos e sem dinheiro (a carteira dele estava comigo). Mauro seria o caloteiro de Cerro Castor..kkkk….A boa alma foi lá e avisou Mauro onde estávamos. Ele, então, foi lá nos encontrar. E para minha surpresa o humor estava até bom, considerando que ele teve que “pendurar a conta” no bar em que estava com o João enquanto nos aguardava.

Finda a maratona, às 11:30, exatas 2 horas depois, estávamos nos ambientando, comprando os óculos para as crianças e eu uma luva para mim, quando vi o local de aluguel vazio, um oasis. O que aprendi: da próxima vez chego só às 11h. e vou sozinha, sem transfer, porque com transfer só com estes horários marcados e aí temos que enfrentar esta maratona de turistada despreparada. É, porque, obviamente, os “locais” já tem o seu equipamento e, se chegam cedo, já sobem direto para esquiar.

Todos prontos, primeiros passos até a porta do galpão e descobrimos que a parte da frente da loja está com bastante gelo. Aumentam as chances de cairmos já que as botas de esqui, como disse, nos dão pouca ou nenhuma mobilidade e o solado é bem liso também. Some-se a isto, ainda, nosso total despreparo. Decidimos então colocar os skis para sair do galpão. Todos prontos…..1, 2, 3….todos prontos (leia-se: Luca, Pedro, Eu e Vovô Luiz) lá vamos nós…..bem, quase todos, porque eu tomei a maior vaca de toda a minha vida e seria engraçado não fosse o fato de eu quase ter quebrado o meu joelho na vã tentativa de levantar. Passado o susto todos rimos e muito, do tombo, da minha atolação total ao levantar….Foi tudo muito rápido e dado o susto…ficamos sem fotos do mico para ilustrar o post.

Levantei e com certeza a esta altura estava mais do que insegura. As crianças e vovo Luiz estavam se saindo super bem, na medida do possível para um primeiro dia. Eu continuava insegura e pouco me aventurava e quando tentava não conseguia evoluir muito no plano, pois meu excelente preparo físico ficou no Brasil e meus braços não me ajudavam com a força necessária para que eu pudesse esquiar com um mínimo de dignidade. Seguem as únicas fotos que tirei apenas para provar que um dia tentei viver esta experiência.

Uns 30 a 40 minutos depois de nos ambientarmos na parte plana eu decidi devolver os skis para subir até a estação mais tranquila. Na sequência vovô Luiz resolveu seguir meu ato de sanidade e também devolver os skis. Skis devolvidos….João decidi finalmente que quer esquiar, em Cerro não tinha o skibunda que ele tanto queria brincar. Mauro paga a aula de ski para ele no Jardín de Nieve. Infelizmente já não haviam mais vagas nas aulas para as crianças maiores. João então vai comigo e vovô Luiz alugar os skis. Olha que graça o meu esquiador.

Todos finalmente prontos…1 hora da tarde lá vamos nós subir as aerosillas…e que frio e tenso foi este momento. Eu M-O-R-R-O de medo de altura e o frio glacial só apimentou ainda mais este momento!

Pedro e Luca sobem de ski no pé…legal, né?! Esquiadores mirins….só que não sabíamos que só poderia fazer isto quem já sabe esquiar. Resultado, mais um mico…Aerosillas paradas para que pudessemos descer sem risco para as crianças.

Já lá em cima vou procurar onde é o Jardin de nieve. Encontramos o local e deixamos o João com a instrutora Maria. Voltamos para encontrar Pedro e Luca. Os dois já entediados porque não sabem esquiar direito. Resolvemos então deixar os skis num local específico para guardar os skis e entrar no restaurante para dar um lanche para eles. Enquanto isto João no Jardín de Nieve tendo aulas.

Decidimos então voltar para ver o João. Não estava tão segura de que ele estaria gostando, principalmente considerando que os instrutores não eram lá muito bons no português e vejam só que graça meu pequeno nos seus primeiros passos de ski…

Depois que chegamos João decide abandonar a aula. Ele já estava cansado. Se manter em pé nos skis é uma tarefa bastante cansativa. O último gabriel então sucumbe….

Vamos para um canto com muita neve e voltamos à brincadeira que mais gostamos, guerra de bola de neve….não sem antes cometer outra gafe…entrarmos na fila para mais uma aerosilla visando o topo do Cerro Castor…só que o topo está reservado para apenas esquiadores. Saimos da fila para a nosssa brincadeira favorita.

Depois decidimos voltar à base já eram quase 16h e o transfer nos pegaria às 17h. Descemos entregamos os skis das crianças e eu e vovô Luiz paramos para comer. Estão sentindo falta do Mauro….este tempo todo ele, que não quis desafiar as leis da física, ficou em terra firme na base da estação, lendo um livro tranquilo, tranquilo…Neste momento então estávamos todos juntos de novo.

As crianças resolveram que comeriam a sobremesa um helado e João decide provar o helado de calafate…e que delícia de sorvete…sabor tão incomparavelmente delicioso que nós adultos resolvemos também comer…

Senhoras e Senhores, ele...o helado de calafate

Todos de estômago forrado com sanduba e helado de calafate é hora de partirmos de volta para Ushuaia. Todos acabados.

Foi então que conheci melhor a pessoa que salvou Mauro e me encontrou. Maira Hora, colunista do Diário de Bordo, blog de turismo da Folha de São Paulo. Muito simpática e atenciosa já era a, salvo engano, 10a vez que estava visitando Ushuaia. É esta terra é viciante mesmo. Maira nos deu muitas dicas legais sobre a cidade. Gostaria de agradecê-la em especial por nos ter indicado conhecer uma casa de chá no Glacial Martial. Decidimos então incluir o Glacial no nosso último dia em Ushuaia antes de irmos para a nossa última grande aventura a Nieve y Fuego.

Resumo do dia…esquiar de novo só se for numa viagem específica para isto e passarmos no mínimo 7 dias tendo aulas. Mas se for por minha vontade este dia não chegará tão cedo.








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